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Marrocos 4–2 Haiti: gols de Hakimi e Saibari viram o jogo e garantem o Marrocos entre os dois primeiros do Grupo C

Marrocos 4–2 Haiti: gols de Hakimi e Saibari viram o jogo e garantem o Marrocos entre os dois primeiros do Grupo C
Photo: Wikimedia Commons

O Marrocos precisava de uma resposta, e a deu com estilo. Atingidos por um gol contra logo cedo e novamente alcançados antes do intervalo, os Leões do Atlas ainda encontraram quatro respostas para vencer o Haiti por 4–2 em seu último jogo do Grupo C, um resultado que os leva a sete pontos e confirma uma vaga nas oitavas de final. Não foi a noite controlada e tranquila que muitos esperavam, mas foi igualmente contundente — e um lembrete de que esta seleção do Marrocos pode machucar os adversários de quase qualquer lugar do campo.

Um início caótico que o Marrocos não viu chegar

A história da noite foi escrita cedo, e não da maneira que os favoritos teriam roteirizado. Com pouco mais de dez minutos no relógio, o Marrocos ficou atrás da forma mais cruel possível: o goleiro Yassine Bounou mandou a bola para as próprias redes e presenteou o Haiti com a liderança. Para uma equipe que buscava terminar entre as duas primeiras, sofrer um gol contra tão cedo diante do lanterna do grupo foi exatamente o tipo de susto que pode abalar uma campanha.

Para seu crédito, o Haiti não se limitou a se sentar sobre a surpresa. Carregou uma ameaça real nos contra-ataques e ampliou a vantagem perto do fim do primeiro tempo, quando Emmanuel Isidor marcou aos 43 minutos. O atacante do Sunderland, com apenas algumas partidas pela seleção, foi um dos poucos pontos positivos em um torneio de outro modo castigador para o Haiti, e sua finalização ameaçou por instantes assinar a zebra da fase de grupos. Naquele momento o Marrocos perdia por 2–1 e encarava um acerto de contas desconfortável.

O fato de o placar marcar 2–1 e não 2–0 se deveu inteiramente a Achraf Hakimi. O capitão e principal nome do Marrocos, lateral-direito, recolocou sua equipe no confronto aos 39 minutos, quatro minutos antes do gol de Isidor, completando uma jogada para fazer 1–1 e acalmar nervos que se desgastavam desde os primeiros lances. Foi o primeiro gol de Hakimi nesta Copa do Mundo, e a hora dificilmente poderia ter sido mais importante.

O lampejo de qualidade de Saibari antes do intervalo

Se o gol de Hakimi manteve o Marrocos no jogo, o empate que mais importou chegou já no apito. No fim dos acréscimos do primeiro tempo — aos 45 minutos — Ismael Saibari igualou o confronto em 2–2, mandando as equipes para o vestiário empatadas e reenquadrando completamente a partida. Depois de Isidor recolocar o Haiti à frente, o gol do meio-campista do PSV Eindhoven significou que o Marrocos saiu de campo tendo recuperado uma desvantagem de dois gols dentro de um primeiro tempo alucinante.

Foi um gol enormemente significativo para Saibari individualmente. Ele agora tem três gols nesta Copa do Mundo, o que faz dele o grande nome ofensivo do Marrocos no torneio até aqui, e seu faro para chegar à área no momento certo se tornou uma marca registrada do time. O essencial é que seu empate jogou toda a pressão de volta sobre o Haiti, que havia gastado sua energia e sua vantagem e agora encarava 45 minutos contra uma equipe com embalo e algo a provar.

O Marrocos assume o controle após o intervalo

O segundo tempo foi do Marrocos. Empatados em 2–2, eles não correram atrás do jogo de forma imprudente, mas o sufocaram, tomando o controle aos poucos e esperando o momento em que a resistência do Haiti rachasse. Ele chegou, devidamente, aos 78 minutos, por meio de Soufiane Rahimi. O atacante do Al Ain, internacional tardio aos 30 anos, mandou para as redes o terceiro de sua equipe e colocou o Marrocos à frente pela primeira vez na partida — uma vantagem que não abriria mão.

A partir dali, os Leões do Atlas administraram a reta final com a segurança de uma equipe que sabia o que estava em jogo. O quarto, quando veio, teve um toque adequado de futuro. Aos 89 minutos, Yassine — aos 20 anos o mais jovem dos marcadores do Marrocos e com apenas cinco partidas pela seleção — coroou a virada com um gol que colocou o resultado fora de dúvida e sublinhou a força do elenco que esta equipe carrega. Para o meio-campista do Strasbourg foi o primeiro gol pela seleção principal, e poucos serão mais memoráveis.

Os números por trás da virada

  • 10' — Bounou (gol contra): o goleiro do Marrocos manda contra as próprias redes e entrega a liderança ao Haiti.
  • 39' — Hakimi (Marrocos): o capitão diminui; seu primeiro gol nesta Copa do Mundo. 1–1.
  • 43' — Isidor (Haiti): o homem do Sunderland devolve a vantagem ao Haiti. 2–1.
  • 45' — Saibari (Marrocos): empate nos acréscimos e seu terceiro no torneio. 2–2 no intervalo.
  • 78' — Rahimi (Marrocos): o Marrocos fica à frente pela primeira vez. 3–2.
  • 89' — Yassine (Marrocos): o jovem de 20 anos sela o 4–2 final.

Quatro marcadores diferentes pelo Marrocos — um zagueiro, dois meio-campistas e um atacante — explica exatamente por que eles têm sido tão incômodos de enfrentar. Quando os gols se espalham pela equipe em vez de passarem por um único astro, os adversários não têm uma só ameaça a sufocar. Hakimi avançando pela lateral, Saibari surgindo na área, o instinto de oportunista de Rahimi e a participação destemida de Yassine se juntaram em uma noite em que as linhas de abastecimento não pararam de produzir.

O que significa para a tabela do Grupo C

A vitória leva o Marrocos a sete pontos em seus três jogos (duas vitórias, um empate, nenhuma derrota), com seis gols marcados e três sofridos, para um saldo de mais três. Isso os deixa empatados em pontos com o líder do grupo, o Brasil, que também tem sete — mas o saldo superior do Brasil, de mais seis, mantém a Seleção no topo, com o Marrocos em segundo. Ambos fizeram o suficiente para avançar; a ordem no topo foi decidida pelos gols, não pelos pontos.

Atrás deles, a Escócia termina em terceiro com três pontos, enquanto o Haiti encerra sua campanha cravado na lanterna do Grupo C, com zero ponto em três partidas, dois gols marcados e oito sofridos. Apesar de todo o espírito que mostrou ao disparar para uma vantagem de dois gols aqui, as margens de seu torneio — três derrotas, incluindo um 0–3 fora de casa para o Brasil — contam a história mais dura.

Nosso palpite: um veredicto honesto

Hora de marcar o nosso próprio cartão. Antes do apito inicial, demos como dica Marrocos −1.5 com confiança de 77, raciocinando que os Leões do Atlas levavam vantagem na qualidade, mesmo que a organização do Haiti pudesse viajar bem e frustrar. A margem final de 4–2 significa que o Marrocos venceu por dois gols de diferença, cobrindo confortavelmente o handicap.

Veredicto: ACERTO. Vamos ficar com o resultado, mas a honestidade exige que reconheçamos que o processo foi tudo menos tranquilo. Nossa nota alertava para um "jogo apertado" — e por boa parte de uma hora foi exatamente isso, com o Marrocos perdendo por dois gols e a linha parecendo bem distante. Se o jogo tivesse terminado 2–2, ou mesmo 3–2, o palpite teria falhado apesar da vitória do Marrocos. A folga de dois gols só chegou com o gol de Yassine aos 89 minutos. Uma vitória é uma vitória no placar, mas não vamos fingir que assistimos a tudo com tranquilidade.

O que vem por aí para as duas seleções

Para o Marrocos, a classificação é a manchete e a recompensa é um mata-mata pela frente. Sua campanha no grupo se lê como um empate fora de casa com o Brasil (1–1), uma vitória suada fora de casa diante da Escócia (1–0) e agora este 4–2 sobre o Haiti — uma campanha invicta construída tanto sobre a resiliência quanto sobre o talento. O desafio agora é corrigir os lapsos iniciais que quase custaram caro aqui; o desligamento defensivo que levou ao gol contra e ao gol de Isidor não será perdoado tão facilmente quando começar o futuro de eliminatória única.

Para o Haiti, o torneio termina aqui. Seus três jogos de grupo — uma derrota por 0–1 para a Escócia, um 0–3 fora de casa para o Brasil e este 2–4 fora de casa diante do Marrocos — não renderam pontos, mas esta noite ao menos ofereceu um vislumbre do que poderia ter sido. Liderar uma das seleções mais fortes do grupo por dois gols, ainda que brevemente, é algo sobre o qual construir. O surgimento de Isidor como um atacante de seleção de verdade e a garra mostrada naquele furacão do primeiro tempo são fios que valem a pena levar para o próximo ciclo, mesmo que o balanço final seja de leitura sóbria.

O Marrocos, então, segue em frente — em segundo no Grupo C, empatado em pontos com o Brasil e classificado para o mata-mata com sua variedade ofensiva intacta. O susto inicial vai incomodar na análise. Os quatro gols, e a classificação que garantiram, vão durar muito mais.

RM
Escrito por Rohan Mehta Editor & Senior Writer

Rohan runs our World Cup desk and writes the marquee match coverage. He cares less about reputations than about what the form and the matchups are actually telling us, and he keeps one eye on what every result means for the fan following from India.

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