Brobbey e Gakpo marcam duas vezes cada e Holanda goleia a Suécia por 5 a 1 na liderança do Grupo F
Brian Brobbey precisou de apenas cinco minutos para transformar o confronto entre os dois primeiros colocados do Grupo F em um passeio. Quando o apito final soou, a Holanda havia enterrado a Suécia por 5 a 1, um resultado que parecia improvável no dia do sorteio e completamente inevitável já na metade da partida. Este não foi um jogo que escapou aos suecos aos poucos; foi arrancado das mãos deles ainda no primeiro quarto de hora e nunca mais voltou.
O primeiro gol chegou quase antes de a torcida terminar de se acomodar. Brobbey, o atacante do Sunderland que liderava o ataque holandês, balançou as redes aos 5 minutos e deu à Holanda uma vantagem da qual ela jamais abriria mão. Não havia nada de tímido naquele lance, e não houve nada de tímido no que veio a seguir. Aos 17 minutos ele fez o segundo, e uma partida anunciada como um duelo equilibrado entre duas seleções que haviam começado bem o torneio estava, na prática, já decidida. Dois gols, com doze minutos de diferença, de um centroavante que chegou a esta Copa do Mundo com apenas um gol pela seleção no currículo.
Vale parar para pensar nesse detalhe. Brobbey tem 24 anos e soma 12 jogos pelo seu país, e em todo esse tempo havia marcado apenas um gol com a camisa laranja antes deste verão. O futebol de seleções nunca o havia recompensado da forma que o futebol de clubes prometia. E, no entanto, ali estava ele, dobrando essa marca de toda a carreira em um quarto de hora, com seus dois gols contra a Suécia o levando a dois nesta Copa do Mundo. Para um jogador que passou boa parte da carreira sendo descrito mais em termos de potencial do que de números, foi o tipo de tarde que reescreve uma trajetória pessoal.
Gakpo aperta o cerco
Se o primeiro tempo foi de Brobbey, o início do segundo foi de Cody Gakpo, e a maneira como aconteceu eliminou qualquer dúvida que ainda restasse sobre uma possível reação sueca. O atacante do Liverpool marcou aos 47 minutos, logo após o reinício, e voltou a marcar aos 54. Quatro a zero, e o jogo já não estava apenas encerrado — estava sepultado. Gakpo carrega um perfil bem diferente do seu parceiro de ataque: aos 27 anos, com 50 jogos e 21 gols pela seleção antes deste torneio, ele é um dos atacantes mais consolidados do elenco holandês, um jogador cujo retrospecto fala de regularidade, e não de promessa. Seus dois gols aqui o levaram a dois na Copa do Mundo, e foram finalizados com a tranquilidade de quem já fez isso no mais alto nível por clube e por seleção.
O brilho duplo de Gakpo deu ao placar um aspecto desequilibrado que não favorecia ninguém do lado sueco. A partir do momento em que os holandeses abriram dois de vantagem, o jogo ganhou a textura de uma partida em que uma equipe joga com o vento a favor e a outra apenas tenta manter a diferença em níveis aceitáveis. Nem isso eles conseguiram.
O desenho da pontuação contava a própria história. Dois gols nos primeiros 17 minutos, mais dois nos sete minutos imediatamente após o intervalo — a Holanda fez o seu estrago em rajadas concentradas, o tipo de pressão sustentada que quebra tanto o ânimo quanto a linha defensiva de um adversário. Não houve aqui um sufocamento lento, nenhum acúmulo paciente de vantagem. Em vez disso, os holandeses desferiram seus golpes em sequência, e cada sequência chegou exatamente no momento em que a Suécia poderia esperar se reorganizar: uma vez no começo da partida e outra no começo do segundo tempo. Quando a Suécia recuperou a compostura, o placar já havia avançado para além do alcance.
A única resposta sueca
Anthony Elanga ao menos garantiu que a Suécia não deixaria o campo sem nada no marcador. O atacante do Newcastle United descontou aos 59 minutos, com o gol saindo quando o placar marcava 4 a 0 e servindo mais como consolo do que como ponto de apoio. Elanga tem 24 anos e já está bem avançado em sua carreira internacional, com 30 jogos e seis gols pela Suécia antes desta Copa do Mundo, e sua finalização o levou ao primeiro gol neste torneio. Foi um momento de qualidade individual em uma tarde que ofereceu pouquíssimo aos suecos, e que interrompeu brevemente o ritmo holandês sem nunca ameaçar mudar o destino do resultado.
A Suécia havia chegado a este confronto com motivos para acreditar. Tinha aberto sua Copa do Mundo com um 5 a 1 sobre a Tunísia, resultado que a havia apresentado como um dos ataques mais perigosos do Grupo F. A simetria, portanto, é quase cruel: a equipe que aplicou cinco na Tunísia em sua estreia foi ela própria a vítima de um 5 a 1 em seu segundo jogo. Seis gols marcados, seis sofridos em duas partidas — um saldo zero que resume bem uma seleção capaz dos dois extremos do espectro, e azarada por ter cruzado com a Holanda no estado de ânimo em que a encontrou.
Uma estreia para lembrar
A palavra final, apropriadamente, coube a um jogador no comecinho de sua jornada internacional. Crysencio Summerville completou a goleada aos 89 minutos, com a finalização tardia do atacante do West Ham United fazendo o quinto. Aos 24 anos e com apenas dois jogos pela seleção, Summerville está no extremo oposto da escala de experiência em relação a Gakpo, e seu gol aqui — que o levou a dois nesta Copa do Mundo — foi o tipo de contribuição que sugere que a profundidade ofensiva holandesa vai bem além dos nomes que começaram o torneio. Quando o quinto gol de um 5 a 1 sai de um dos atacantes com menos jogos no elenco, isso costuma falar bem do banco por trás dos titulares.
Esse, por sinal, era exatamente o fio do nosso raciocínio antes do jogo. Entramos nesta partida apostando na Holanda no handicap de −1, com 70% de confiança, e o argumento era bem simples: os holandeses estavam fazendo rodízio a partir de um elenco mais profundo, e esperávamos que esse frescor pesasse nos minutos finais. O palpite acertou com folga — um "hit", e não por pouco. A Holanda não apenas cobriu o handicap; ela o pulverizou, e o gol tardio de um Summerville de pernas descansadas foi quase uma piscadela à lógica que sustentou a dica. Apostar em uma vantagem de um gol contra uma equipe que perde por quatro parece, em retrospecto, uma leitura cautelosa. Vamos ficar com a vitória e anotar a margem para a próxima.
O que isso significa para o Grupo F
O resultado reorganiza o topo do Grupo F em favor da Holanda. Os holandeses agora ocupam a primeira posição com quatro pontos em dois jogos, tendo seguido o empate por 2 a 2 com o Japão na estreia com esta vitória contundente. O detalhe decisivo é que os cinco gols marcados aqui inflaram seu saldo para mais quatro — sete marcados, três sofridos —, o tipo de colchão que pode ser determinante quando chegar a conta final do grupo. A liderança, e o caminho de mata-mata um pouco mais ameno que costuma acompanhá-la, está nas mãos deles para perder.
A Suécia, por sua vez, cai para o segundo lugar com três pontos. Seu retrospecto agora marca uma vitória e uma derrota, com aquele saldo zero pairando sobre ela. A equipe segue muito viva na briga por classificação — três pontos após duas rodadas é uma base perfeitamente saudável —, mas a maneira desta derrota vai doer, e os gols sofridos ainda podem pesar se o grupo for decidido em pequenas margens. Atrás da dupla, o Japão aparece em terceiro com um único ponto na sua única partida, o empate por 2 a 2 com a Holanda, enquanto a Tunísia fecha o grupo sem pontos e com saldo de menos quatro após a derrota inicial para a Suécia.
É a coluna do saldo de gols que deveria preocupar mais a Suécia. Tendo chegado a esta partida empatada com a Holanda em produção ofensiva — ambos os conjuntos de números inflados por aquelas goleadas de cinco gols na estreia —, os suecos saem dela quatro gols atrás no saldo em relação à seleção que está diretamente acima. Em um grupo de quatro equipes onde a classificação pode depender de um único gol para um lado ou para o outro, quatro é uma diferença significativa para se entregar em noventa minutos. A Holanda, em contraste, construiu exatamente o tipo de margem que permite a uma equipe encarar sua última partida de grupo com opções, e não com ansiedade.
As duas seleções agora voltam suas atenções para uma rodada final de grupo decisiva no dia 26 de junho. A Holanda viaja para enfrentar a Tunísia sabendo que um resultado provavelmente garantirá a classificação e, muito possivelmente, a liderança; no papel, contra a lanterna do grupo, é uma missão convidativa para uma equipe transbordando confiança e opções ofensivas. A Suécia, enquanto isso, precisa se recompor rápido para uma viagem até o Japão — um confronto que ganhou peso de verdade, com ambos os lados em busca dos pontos de que precisam para garantir o avanço. Os suecos torcerão para que apareça a versão de si mesmos que marcou cinco na Tunísia, e não a que sofreu cinco à sombra de Amsterdã.
Para a Holanda, porém, esta foi uma tarde de controle quase sereno. Dois gols de um centroavante reencontrando o faro de artilheiro, dois de um dos atacantes mais confiáveis do país e um quinto de um estreante com apenas dois jogos na carreira — foi uma atuação com contribuições de todas as camadas do elenco, e exatamente o tipo de recado que uma seleção candidata quer dar à medida que a fase de grupos aperta. A Suécia terá dias melhores. Por essa amostra, a Holanda talvez tenha mais alguns como este.
