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Gol de Budimir Decide: Croácia Vence o Panamá por 1 a 0 e Reanima o Grupo L

Gol de Budimir Decide: Croácia Vence o Panamá por 1 a 0 e Reanima o Grupo L
Photo: Wikimedia Commons

A Croácia conquistou a vitória de que seu torneio precisava, mas por muito pouco. Um único gol de Ante Budimir, na metade do segundo tempo, foi a diferença na vitória dos Vatreni por 1 a 0 sobre o Panamá, pelo Grupo L, na noite de terça-feira — um resultado que devolve a Croácia à conversa pela classificação e deixa os centro-americanos diante de uma eliminação precoce. Foi, no fim das contas, exatamente o tipo de jogo que se previa: apertado, pobre em futebol fluido, decidido por um único lance de qualidade e alguns centímetros de contato. O placar conta a história com clareza — um gol, uma equipe indo para casa com três pontos, a outra ainda em busca dos primeiros.

Durante uma hora, a partida ameaçou não dar nada a ninguém. O Panamá, derrotado por 1 a 0 pela Gana na estreia, armou-se para complicar a vida do adversário, e por longos trechos conseguiu. A Croácia, por sua vez ferida por uma derrota de 4 a 2 fora de casa diante da Inglaterra em seu primeiro compromisso, levava a maior tradição, mas não, durante boa parte da noite, a maior fluência. A abertura do placar, quando veio, chegou aos 54 minutos e veio da cabeça mais experiente em campo. Budimir subiu para converter, e um tempo que vinha à deriva ganhou de repente um rumo. Dali em diante o jogo passou a ser sobre se o Panamá encontraria um caminho de volta, e se a Croácia seguraria o que tinha. Não encontraram, e seguraram.

Aquele gol aos 54 minutos foi a única coisa a separar duas equipes que, pelo que se viu na primeira hora, estavam mais próximas do que as reputações sugeriam. O Panamá entrou no jogo sabendo exatamente o que lhe era pedido. Uma equipe que perdera a estreia pelo placar mínimo para a Gana, e que ainda não havia incomodado um goleiro adversário neste torneio, dificilmente jogaria sem cautela diante da Croácia. Defenderam em bloco, mantiveram a organização e fizeram os croatas suar por cada metro de terreno. Por 53 minutos o plano funcionou. Foi uma única falha, um único lance de melhor movimentação e finalização, que desfez uma noite de trabalho disciplinado — e é assim, na maioria das vezes, que esses jogos são decididos. As margens sempre seriam mínimas, e assim se confirmou.

A Croácia, de sua parte, pouco se importará com a aparência da coisa. Depois da natureza desanimadora de sua derrota de estreia — levar quatro gols da Inglaterra não é pouca coisa para uma nação que se orgulha de sua solidez defensiva e de sua experiência em torneios —, o que importava aqui era a resposta. Uma equipe que havia sofrido quatro gols em seu primeiro jogo e encarava a perspectiva de um voo de volta antecipado encontrou um jeito de vencer um jogo feio. Há uma certa dureza necessária para arrancar um 1 a 0 quando o futebol não flui, e a Croácia mostrou ter. Precisavam dos pontos muito mais do que dos elogios, e ficaram com a única moeda que conta.

Budimir, o tardio, faz valer

Há algo apropriado na identidade do autor do gol da vitória. Ante Budimir tem 34 anos, é um centroavante que passou o grosso da carreira construindo uma reputação na Espanha pelo Osasuna, e não nas partidas de maior brilho, e que nunca foi o primeiro nome associado a esta seleção croata. Sua ficha internacional reforça o argumento: este foi apenas seu sexto gol em 38 jogos pelo país, um número modesto para um homem que marca com regularidade em La Liga. O futebol de seleção tem sido, por boa parte de sua carreira, um lugar onde Budimir observa mais do que marca. Por isso, sair da sombra da expectativa para decidir um jogo de Copa do Mundo — um gol que, segundo os dados, é seu primeiro em uma fase final de Copa — é o tipo de detalhe que transforma o torneio de um operário em algo memorável.

Vale insistir nesse número — seis gols em 38 jogos internacionais — porque ele revela o quão precioso foi este tento. Budimir raramente foi o homem-gol da Croácia e, no entanto, numa noite em que os nomes mais badalados não conseguiram furar um Panamá obstinado, foi o atacante do Osasuna quem proporcionou o lance. Para um jogador de 34 anos, oportunidades como esta não aparecem com frequência, e ele aproveitou. A Croácia ficará grata por ter sido a experiência, e não o talento puro, a finalmente romper o impasse, porque o talento puro andou em falta.

O que significa para o Grupo L

A tabela após duas rodadas rende uma leitura fascinante, e nos diz que a vitória da Croácia, por estreita que tenha sido, pode acabar sendo decisiva. A Inglaterra lidera com quatro pontos, uma vitória e um empate, com saldo de gols de mais dois. A Gana é a segunda, também com quatro pontos, seu saldo de mais um construído sobre uma defesa econômica que nada sofreu em duas partidas e marcou apenas uma vez. A vitória da Croácia a leva ao terceiro lugar com três pontos, embora seu saldo de gols permaneça no vermelho, em menos um — herança daqueles quatro gols sofridos contra a Inglaterra. O Panamá fecha o grupo, ainda zerado, com duas derrotas, nenhum gol marcado e dois sofridos.

Para a Croácia, é difícil exagerar a importância deste resultado. Uma derrota a teria deixado com zero ponto após dois jogos e, quase com certeza, fora da disputa antes mesmo de sua última partida. Em vez disso, os três pontos a mantêm a curta distância das duas equipes acima e preparam um confronto decisivo logo à frente. O saldo negativo de menos um é uma preocupação latente — num grupo tão apertado, o saldo de gols ainda pode definir quem avança —, mas a prioridade na noite era vencer, e venceram. Uma segunda derrota seguida teria sido catastrófica; este foi o resultado que mantém o sonho vivo.

Para o Panamá, o quadro é mais sombrio. Dois jogos, duas derrotas por 1 a 0, ambas pelo mesmo placar, ambas seguindo o mesmo roteiro de defesa resoluta desfeita por um único gol. Ainda não balançaram as redes neste torneio, e isso, mais do que qualquer outra coisa, é o que os condena. Não há vergonha em perder por pouco para uma equipe da experiência da Croácia, assim como não houve na derrota de estreia para a Gana, mas o futebol não dá pontos por proximidade. Com zero no quadro e saldo de menos dois, as esperanças de classificação do Panamá agora pendem de um fio finíssimo.

O que vem a seguir

A última rodada da fase de grupos nos dirá muita coisa. Os dois protagonistas de terça-feira voltam a campo em 28 de junho, com a bola rolando às 2h30 (horário da Índia, IST). A Croácia enfrenta a Gana, um duelo que agora carrega enorme peso: uma vitória pode classificar os Vatreni, enquanto a defesa econômica da Gana confia em poder frustrar um ataque croata que esteve tudo menos fluente. O retrospecto defensivo dos ganeses — nenhum gol sofrido até aqui — sugere que a Croácia precisará, mais uma vez, cavar fundo, talvez contando com outro lampejo vindo de fonte improvável.

O Panamá, por sua vez, terá pela frente uma Inglaterra que lidera o grupo. Os centro-americanos viajarão na esperança, e não na expectativa, precisando não apenas vencer, mas fazê-lo de forma convincente para ter qualquer chance de superar as equipes acima — e mesmo isso pode não bastar, dada a distância de pontos e de saldo de gols que se abriu. Para um time ainda em busca de seu primeiro gol no torneio, pedir que de repente produza uma goleada diante da Inglaterra parece tarefa hercúlea. Realisticamente, seu torneio corre sério risco, e o jogo contra a Inglaterra parece mais uma chance de salvar a honra do que de resgatar a campanha.

Como foi nosso palpite pré-jogo

Aqui vamos assumir nossa parte. Nossa leitura pré-jogo foi a de que a Croácia tinha a qualidade para vencer, mas que a partida seria definida pela intensidade, e não pela fluência — margens mínimas, poucos gols, um jogo de luta e não de brilho. Nas linhas gerais, acertamos: foi exatamente o duelo apertado, de desgaste e gol único que antecipamos, e a Croácia de fato levou a melhor. A configuração da partida correspondeu à nossa descrição quase ao pé da letra.

Onde ficamos aquém foi nos detalhes da aposta. Nosso palpite foi a Croácia cobrindo um handicap de um gol — CRO −1 — com um nível de confiança de 70 por cento. Essa indicação exigia que a Croácia vencesse por dois gols de diferença, e um 1 a 0 simplesmente não chega lá. A vitória veio; a margem não. Fica registrado como um erro, e com razão. A lição, não pela primeira vez, é que apostar num favorito para vencer com folga é coisa bem diferente de apostar que ele simplesmente vença e, num grupo tão equilibrado como este — em que a própria Croácia tem saldo negativo após dois jogos —, margens confortáveis sempre seriam difíceis de aparecer. Lemos a textura do confronto corretamente, mas superestimamos a diferença de qualidade na noite. Vitória para a Croácia, derrota para nossa linha: um erro honesto, e um do qual aprenderemos rumo a essa decisiva rodada final.

KW
Escrito por Kenji Watanabe Asia & Oceania Writer

Kenji tracks the Asian and Oceanian contenders — Japan, South Korea, Australia, Saudi Arabia and more — and the quick, pressing football many of them bring. He has a soft spot for the underdog and the tactical surprise.

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